Povoam o espaço tecidos antigos, botões do "Rei dos Botões"e "Viarcol", Passamanarias "Algui", "Rendas Portuenses" e muito mais...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
História e Cultura Judaica

Confesso que tinha algum receio que se tratasse apenas de uma manobra publicitária por parte da Autarquia destituída de conteúdo, mas foi precisamente o oposto. A todos os envolvidos os meus mais sinceros parabéns.
Uma nota menos positiva apenas em relação à insistência de apelidar o edifício adquirido pela Câmara (antiga Livraria Dias) de Sinagoga. Não foram apresentadas quaisquer provas dessa identificação, bem pelo contrário inúmeras evidências documentais sugerem a sua localização acima da rua Direita, entre a zona da Rua Augusto Hilário e da Rua Senhora da Boa Morte.
A compra do imóvel e a sua reabilitação e transformação num Museu sobre a Cultura Judaica é de louvar, mas não há necessidade de querer vender "gato por lebre". O imóvel é suficientemente interessante arquitectónicamente e possui em si (enquanto livraria) uma parte importante da memória da cidade para justificar a intervenção. O futuro programa expositivo pode explicar a presença judaica na cidade de uma forma correcta e contribuir para o avanço do seu conhecimento, mas partindo de "pré-conceitos" corre-se o risco de ficar aquém do desejado.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O Banho!

Este género de objectos, apesar de ainda não há muito tempo poderem ser encontrados nas casas rurais, eram amplamente usados também nas cidades antes da generalização do sitema de esgotos e água canalizada.
Muitas vezes colocados nos quartos de dormir, ou em qualquer divisão anexa, não partilhavam o espaço com a retrete situada num compartimento à parte ou do exterior da habitação.
Toalhas de linho e uma manta de trapos feita em tear manual completam o conjunto.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Dias...
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus
Eugénio de Andrade
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus
Eugénio de Andrade
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
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